Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Fundo do mar

Sophia morreu mas sobreviverá, para a eternidade, nos instantes de silêncio, porque ninguém calará o incessante rumor do mar …
(Maria silva) :

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.

 



publicado por esfrovhit às 11:43
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O que aprenderam sobre Sophia de Mello Breyner Andresen?

Aqui vos apresentamos um pequeno passatempo em forma de questionário para avaliarem o que aprenderam com este blog.


Vamos jogar! Clica no link : http://reinventarsophia.no.sapo.pt/sophia.htm

publicado por mariasapapcs às 10:22
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Domingo, 4 de Março de 2007

O que sabes sobre Sophia de Mello Breyner Andresen?

Testa os teus conhecimentos sobre a poetisa aqui.
publicado por mariasapapcs às 23:41
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Tema da Reportagem com Sophia de Mello Breyner Andresen

Devido a um conjunto de factores, não nos foi possível gravar e fazer upload da reportagem, por essa razão ficaremos pela apresentação do tema da reportagem.

"A Herança de Sophia"   é um estudo sobre a herança que Sophia deixou à literatura nacional

Assim que possível  será publicada a reportagem completa....

Pedimos desculpa pelo incómodo,
ESFRoVHI
publicado por esfrovhit às 22:40
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Análise e Interpretação do Poema "Quando...."

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta

Continuará o jardim, o céu e o mar,

E como hoje igualmente hão-de bailar

As quatro estações à minha volta

 

Outros em Abril passarão no pomar

Em que eu tantas vezes passei,

Haverá longos poentes sobre o mar,

Outros amarão as coisas que eu amei.


Será o mesmo brilho a mesma festa,

Será o mesmo jardim à minha porta.

E os cabelos doirados da floresta,

Como se eu não estivesse morta.


    Estrutura Interna:

“Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta”

         O que acontecerá à Natureza?

         O que sentirão os Homens?

“Como se eu não estivesse morta.”

         Tudo continuará vivo, seguindo o seu ritmo de vida normal.



Recursos de Estilo:

“E os cabelos doirados da floresta,” - metáfora

“E como hoje igualmente hão-de bailar / As quatro estações à minha volta” -  personificação

Esquema Rimático:

…morta           a

…mar,             b

…bailar           b

…volta            a

 

…pomar          b

…passei,         c

…mar,             b

…amei.                       c

 

…festa,            d

…porta.           a

…floresta,        d

…morta.          a

Rimas : emparelhada
                interpolada
                cruzada
publicado por esfrovhit às 20:06
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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

Sophia - Eterna Poesia (Video)

caso n visualize o filme clique aqui

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publicado por esfrovhit às 13:43
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Entrevista - Sophia Eterna Poesia

Sophia de Mello Breyner Andresen é a nossa convidada.

            Vemos nela a maior poetisa do século XX.

            O nosso objectivo é conhecer e divulgar alguns aspectos da sua vida e sobretudo da sua relação com a poesia.

            Sabemos que não aprecia ser entrevistada e por isso lhe ficamos eternamente reconhecidos.

 

  1. O que é para si a poesia?

Para mim, a poesia é a escrita da vida, é saber olhar, é saber ouvir atentamente a Natureza, os Homens…

 

  1. Em que momento da sua vida se operou o seu encontro com a poesia?

Encontrei-me com a poesia ainda na minha infância. Com o meu avô aprendia versos de cor do Cancioneiro Português, de Camões, de Antero de Quental e de muitos outros.

 

  1. De que maneira a sua infância aparece reflectida na sua obra?

As minhas vivência junto ao mar, na Praia da Granja, as histórias do países nórdicos que me recontavam, os jardins enormes, as árvores frondosas, os ambientes familiares, as festas na casa grande… Tudo isso ficará para sempre na minha obra.

 

  1. O mar é um tema obsidiante na sua poesia, quer revelar-nos porquê?

Sempre vivi junto ao mar. Para mim, é uma fonte de energia, transmite-me a tranquilidade, a paz, a força que necessito para viver… “Quando morrer voltarei para buscar/ Os instantes que não vivi junto do mar”…

 

  1. O que quer dizer quando afirma que “A poesia não se explica, implica”?

A poesia é uma dádiva. Basta ficar atento a uma voz que sussurra nas brisas do vento, nas ondas do mar, nas pétalas que se agitam, nos corações que sofrem e tomar nota, registar esses sons. “O poeta é um escutador.”

 

  1. Por que razão começou a escrever literatura infanto-juvenil?

Quando os meus filhos adoeciam nem sempre encontrava livros que os mantivessem quietos e entusiasmados com as suas histórias. Por isso, comecei a contar-lhes as minhas histórias, baseadas, muitas vezes, em relatos da minha infância, as quais passei mais tarde para a escrita.

 

  1. Prefere escrever poesia ou prosa?

Para mim, a prosa também é poesia, embora não se apresente sob a forma de verso.

 

  1. Fale-nos do seu envolvimento no Movimento Democrático das Mulheres e das razões que a levaram a essa sua intervenção cívica.

Houve um momento em que senti que era necessário intervir contra as forças políticas que oprimiam a liberdade de pensamento. Estando casada com um prisioneiro político tive de agir como mulher e como cidadã consciente das injustiças sociais.

 

  1. O que significou, então, para si a revolução de 25 e Abril?

“Esta é a madrugada que eu esperava, …………..”

Para mim, o 25 de Abril é sinal de justiça social, de liberdade de expressão, de igualdade de oportunidades.

 

  1. De entre os vários prémios que ganhou qual o que teve para si maior importância?

Embora eu não me envaideça com os prémios, fico contente por saber que gostam do que escrevo.

 

  1. Para finalizarmos, que tipo de livros/escritores aconselharia aos jovens que frequentam agora o Ensino Secundário?

Aconselharia essencialmente grandes poetas portugueses como: Camões, Antero de Quental, Cesário Verde, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Eugénio de Andrade, Manuel Alegre…

Aconselhá-los-ia ainda a ler os grandes clássicos: A Odisseia, A Ilíada, A Eneida,…

 

                                

Fontes de informação:

http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/smellobreyner.html, acedido em 10de Fevereiro de 2007

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/SophiaMBreyner.htm, acedido em 10de Fevereiro de 2007

http://portugal.poetryinternationalweb.org/piw_cms/cms/cms_module/index.php?obj_id=4657, acedido em 12 de Fevereiro de 2007

 esfrovhit 2007

brevemente publicaremos a entrevista gravada

publicado por esfrovhit às 12:45
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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

Ler SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

  Por Ana Albuquerque (professora de Português na ESFRoV)
 
 
         Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 1919 e faleceu em Lisboa no Verão de 2004. De origem dinamarquesa, por parte do pai, a sua educação decorreu num ambiente católico e culturalmente privilegiado que muito influenciou a sua personalidade e a sua vasta produção literária.
         Frequentou o Curso de Filologia Clássica da Faculdade de Letras de Lisboa.
         Colaborou nos Cadernos de Poesia e noutras revistas literárias que se publicaram em Portugal, nos anos 50, como Távola Redonda e Árvore.
         Presidiu duas vezes à Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Escritores. Participou na Fundação do Comité Nacional de Socorro aos Prisioneiros Políticos. Em 1975 foi eleita deputada à Assembleia Constituinte.
         Histórias da Terra e do Mar é uma colectânea de contos publicada em 1984. O texto que seleccionámos, aí incluído, intitulado O Silêncio, é de 1966.
         Escolhemos este conto por considerarmos que nele se traduzem algumas vertentes significativas do silêncio.
         Na primeira parte, é-nos apresentada a protagonista que, depois de um dia intenso de trabalho, encontra na tranquilidade de um entardecer de Verão a paz que procurava, a hora do silêncio que buscava, a hora da verdade do Ser. “Havia um grande sossego. Tudo estava arrumado e o dia quase pronto. (...) Um doce silêncio pairava como uma sede estendida. (...) O silêncio desenhava as paredes, cobria as mesas, emoldurava os retratos (...)”.
         Este silêncio desejado assume poeticamente contornos nítidos. Atentemos na expressividade das comparações animadas e na beleza das imagens conferidas por estas frases: “O silêncio como um estremecer profundo percorria a casa (...). Era como uma flor que tivesse desabrochado inteiramente e alisasse todas as suas pétalas”. Uma flor, o silêncio, à volta da qual giravam todos os astros naquela paz serena do anoitecer.
         “Da ordem e do silêncio do universo erguia-se uma infinita liberdade”. Realcemos o valor significativo que assume esta identificação entre o silêncio e a liberdade. “Ela respirava essa liberdade que era a lei da sua vida a alimentação do seu ser”.
         Esta paz, esta serenidade interior, vai sofrer subitamente um abalo. Uma desordem. O silêncio é avassalado por um grito “um longo grito agudo, desmedido. Um grito que atravessava as paredes, as portas, a sala, os ramos do cedro” . Um grito que desorganizou os astros e desfolhou as pétalas, diríamos nós. E novos gritos romperam, continuando a violar o silêncio. “Era a voz de uma mulher, uma voz nua, desgarrada, solitária”. Uma voz que crescia e abalava a noite. “Voltou a crescer, com fúria, raiva, desespero, violência”, rasgando fendas, abrindo feridas. A sua voz solta contra o silêncio revelava o seu abismo interior. Desafiava as portas da prisão, edifício enorme que enchia todo o lado esquerdo da rua e sufocava o lado esquerdo da vida. Tentava rasgar o ventre da noite e aquelas pedras frias “ (…) de altas paredes cortadas por pequenas janelas de grades”.
         Um homem pediu-lhe que se calasse, mas a mulher continuou o seu grito, querendo com ele atingir os confins do universo e “(…) aí tocar alguém, acordar alguém, obrigar alguém a responder”. As portas e as janelas mantiveram-se cerradas e, do alto, nem mesmo Deus respondeu.
         A voz, que se instalou na noite, que ecoou contra o silêncio, de repente calou-se. “Durante algum tempo flutuou no ar pesado da rua um eco de soluços e de passos que se afastavam e diminuíam. Depois voltou o silêncio”.
O silêncio, que no primeiro momento era transparente e luminoso, tornou-se “opaco e sinistro”. O silêncio, que antes foi liberdade, é agora opressão.
         Joana assistira a tudo pela janela aberta que dava para a rua. “Tudo agora, desde o fogo da estrela até ao brilho polido da mesa se tinha tornado desconhecido”. O caos instalou-se. “Tudo se tornara alheio, tudo se tornara ruína irreconhecível” e ela atravessou como “estrangeira” a sua própria casa, o seu próprio reino.
         A paz, que reencontrara no silêncio da tarde, foi violada pelo silêncio da negação, transportado na voz solitária daquela mulher, gritando contra as algemas do tempo.
         A leitura que concluímos conduz-nos para as grandes dimensões semânticas do silêncio no texto: ora o silêncio sinónimo de liberdade, de paz interior, de comunhão com o transcendente; ora o silêncio, sinónimo da opressão, contra o qual é preciso soltar a voz e rasgar as cadeias da solidão e das injustiças.
         Ler Sophia é relembrá-la após a sua passagem. Ficaram as palavras, cadeias de sentidos escritas no silêncio apaziguador, ditadas por uma voz quase inaudível que a poetisa escutava.
 
         Boas leituras!
Ana Albuquerque
 
publicado por esfrovhit às 22:00
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

As Páginas de Sophia

                                                                   

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

1919 – Nasceu a 6 de Novembro, no Porto, onde passou a infância e a adolescência. (Passava os Verões na Praia da Granja, de que fala em muitos poemas e contos);

1922 – Teve a sua primeira experiência poética com o avô, que a levou a recitar Camões e Antero de Quental;

1926 – Frequentou o colégio do Sagrado Coração de Maria até aos dezassete anos;

1931 – Escreveu as suas primeiras poesias;

1936 – Mudou-se para Lisboa, onde frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras mas sem nunca o concluir;

1939 – Regressou ao Porto e casou com Francisco Sousa Tavares, depois mudou-se definitivamente para Lisboa, onde teve cinco filhos;

1944 – Publicou o seu primeiro livro Poesia com poemas que escreveu aos catorze anos;

1974/75 – Pertenceu à Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos, tendo durante toda a sua vida lutado por causas relacionadas com a liberdade e a justiça; após o 25 de Abril de 1974 foi ainda deputada à Assembleia Constituinte (1975/1976);

2004 – Faleceu em Lisboa a 2 de Julho.

 

 

Bibliografia:

 

Diciopédia 2006, Porto Editora
 
Encarta Standard 2006
 
http://soundserver.porto.ucp.pt/portosentido/?q=node/view/89, acedido em 8 de Fevereiro de 2007
 
http://www.revista.agulha.nom.br/brey.html#crono, acedido e 8 de Fevereiro dde 2007
 
www.famafest.net/_pdf/Famafest-2005.pdf, acedido em 9 de Fevereiro de 2007
 
http://www.prof2000.pt/users/bibseia/sophia_de_mello_brayner_andersen_vida.htm, acedido em 9 de Fevereiro de 2007

publicado por esfrovhit às 12:35
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Somos o grupo ESFROVHIT do Sátão

O Grupo ESFROVHIT, é composto por 5 elementos da Escola Secundária/3ºciclo Frei Rosa Viterbo do Sátão... 4 alunos pertencem ao curso de Ciencias e Tecnologias TurMa 10ªB (Ana, Rita, André e Rafael) e uma aluna ao curso de Ciencias Sociais e Humanas Turma 10ªD (Susana).

  A nossa escola encontra-se situada no concelho do Sátão, uma área rural e socio-economicamente desfavorecida.  a 30 kilómetros da cidade-distrito, Viseu.

Com este concurso, pretendemos viver uma nova aventura e melhorar a nossa cultura geral. E claro, chegar o mais longe possivel...

O nosso desejo era poder oferecer à nossa escola os meios de que precisa para dar o salto na nova era do 'choque tecnológico' e poder participar neste tipo de iniciativas com a qualidade que desejaríamos, se tivéssemos os recursos técnicos.

 

Página electrónica da nossa escola:

http://www.esec-satao.rcts.pt/

Moodle da nossa escola (onde fizemos upload deste blog :

http://www.esev.ipv.pt/moodle/course/view.php?id=139

 

sinto-me:
publicado por esfrovhit às 20:15
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